evão do caminhão

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quarta-feira, maio 20, 2009

EU NÃO QUERO GANHAR, EU QUERO CHEGAR JUNTO, SEM PERDER. EU QUERO UM A UM COM VOCÊ

Quando fiquei sabendo do Tlachtli a primeira vez, pensei logo no André Lima, jogador do tricolor que não tava lá dando muito jogo. Calma aê, vamos do início...

Tlachitli é um jogo inventado pelo povo mexicano há muitos anos atrás. Se formos analisar ele se parece mais com basquete do que futebol, mas continuemos...

O lance é que estou pra fazer este post desde o começo do ano e não sei porque cargas d'água não rolou. Agora, com toda essa balbúrdia na Libertadores o assunto voltou ao meu cabeção... México, eliminação, sacrifício...

Bom, vamos ao que interessa. Dizem que há duas versões para o final do jogo:

1- "No final das partidas, o time perdedor inteiro era sacrificado, enquanto que o autor do “gol” ficava sozinho dentro do campo e era homenageado pelos espectadores que lhe arremessavam suas jóias, ouro e plumas (que eram consideradas tão valiosas quanto jóias), sendo assim, o indivíduo que decidisse a partida ascendia socialmente na sociedade Asteca e nunca mais precisava jogar outra vez.

2- Outra coisa que particularizava a prática do Tlachtli era o fato de os times terem um capitão. Este era, ao que parece, o único habilitado a fazer o ponto, talvez por ser o jogador mais experiente, o que tornava as partidas certamente mais demoradas ainda. No final da disputa. Os times se posicionavam em fila atrás de seus capitães e estes se posicionavam um de frente para o outro; então, o capitão do time perdedor decapitava o capitão do time vencedor. Essa prática pode parecer absurda aos olhos de pessoas como nós, mas devemos ter em mente que, na cultura Maia, a morte através do sacrifício era considerada honrosa para o sacrificado, sendo assim, ele não morria, mas se tornava imortal. Isso é comprovado pelo conjunto de colunas que se encontram na cidade. São colunas com quatro faces e em cada uma delas há a escultura de um indivíduo. Cada um desses indivíduos foi um “felizardo” sacrificado por ter conseguido marcar o “gol”.

Agora tô aqui pensando... o Chivas, eliminado pela gripe suína, seria o time sacrificado pela derrota? O cara que tossiu e escarrou na cara dos outros seria o capitão que mata o adversário? Ou tudo isso é um viagem muito da sem noção de minha parte?

P.S. desculpe o 'klepsidra' por ter desvirtuado tão valiosas informações!

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