evão do caminhão

nos momentos cruciais... estacione seus neurônios e acelere seus hormônios

quarta-feira, setembro 12, 2012

AQUILO QUE A LAGARTA CHAMA DE FIM DO MUNDO, O RESTO DO MUNDO CHAMA DE BORBOLETA

Não sei se com todo mundo é assim, mas eu tô em estado de chuchu com a chegada dos 35 anos. Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente... não sei se estou indo pelo caminho certo nessa estrada doida chamada vida. 

No ciclo dos 28 eu tive uma belíssima crise de pânico e quando voltei tinha me tornado outra pessoa; alguém que eu não reconhecia, como se fosse uma alma renovada, mais sábia, porém encurralada num corpo velho. 

Agora com a entrada no 5º casulo não sei exatamente que tipo de borboleta sairei, mas li esse livro hoje e me sinto igual (só mudarei o final). Me perdoe a lei dos direitos autorais, mas achei tão belo que precisarei compartilhar e recomendar (sem as imagens o texto perde metade do encantamento!).

" O casaco de pupa

Toda manhã a menina metia-se no casaco de medos que usava desde pequenina e que foi crescendo com ela. E saía pelas ruas, coberta de MEDOS.

Medo da solidão.

Medo que não a queiram.

Medo que a queiram.

Medo de voar.

Medo de afogar-se.

Medo de sentir-se perdida.

Medo que tudo mude.

Medo que tudo continue igual.

Medo do futuro.

Medo de repetir o passado.

Medo de não avançar.

Medo de dar um passo.

Medo dos outros.

Medo dela mesma.

O casaco ficou pesado demais e ela já não conseguia ir a lugar nenhum. Então, encheu-se de coragem e resolveu livrar-se dele!

E voou."

* Elena Ferrándiz


Eu não vou voar literalmente, mas vou até as estrelas... depois eu volto pra contar!



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