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sábado, dezembro 27, 2008

PORQUE SÓ SE É LIVRE DENTRO DO RISCO HISTÓRICO


Fui fazer pós-graduação em História e como todas as escolas que passei, aprendi mais nos corredores do que na própria sala de aula. Apenas duas coisas ficaram dentro de mim:

1. os fatos narrados dependem sempre da versão de quem está contando;

2. o termo documento/monumento de Le Goff.


Diz-se que o homem não quer morrer, mas sabe que seu tempo na Terra é finito, então ele trata de cuidar da continuidade de seus atos e idéias registrando tudo.

Nessa época de retrospectiva tenho pensado muito nisso. Não à toa este blog foi criado num final de ano, não à toa todo mundo faz seu balanço de como foi essa mínima contagem de tempo chamada ano.


Assistindo ‘os fatos que marcaram 2008’ na visão da Globo ontem pensei nas duas possíveis memórias: a primeira é pessoal, é a introspecção pela qual cada pessoa recorda-se ou é levado a recordar, a outra é coletiva e social.


Será que o que foi mostrado ali realmente ilustra a parte importante do que ocorreu em 2008? E o que ocorreu a cada um de nós? Lembrei das minhas aulas, onde dizia pros pequenos: estejam atentos, a História está acontecendo agora, vocês fazem parte dela, cuidado com o poder que têm nas mãos. E torcia pra alguém estar realmente ligado assim como eu nunca esqueci aquela aula que a professora Gorette deu no dia em que caiu o Muro de Berlim na década de 80.


Eu sou um paradoxo, estranho muito quando as coisas estão calmas, mas tenho sido cada vez mais feliz dentro das rotinas. Tava relembrando, que no reveillon de 2007/2008 pedi apenas tranqüilidade para fazer o que quer que fosse. E fui atendida: calma nas duas salas que dei aula, calma na família, calma no namoro, calma no futebol... mas me peguei muitas vezes reclamando dessa calmaria, querendo certo agito. Tô com medo agora de ter reclamado de boca cheia e receber um tsunami de presente em 2009. Acho que vou repetir o mesmo desejo na virada.


Assisti ainda ontem um filme tosquinho que mostrava o que precisamos ter por perto nessa vida:

  • pessoas sábias para guiar nossos passos pelos caminhos que ainda não conhecemos;
  • crianças para seguirem nossos passos, provando o tanto que já sabemos e nos lembrando de sempre mantermos a alegria e a imaginção;
  • amigos para nos empurrarem quando os passos parecerem incertos;
  • um grande amor para dividirmos os passos de uma dança com corpos colados no final feliz.


E isso eu tenho.


Feliz 2009!

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1 Comments:

  • At 2:34 AM, Blogger Claudio Yida Jr said…

    Pensei numa coisa. Já pegou uma onda? Vamos fazer na praia? O ritual todo é uma metáfora pra isso que você falou.

    Ah, amo tu!

     

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