evão do caminhão

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quinta-feira, outubro 12, 2017

TUDO O QUE JÁ FOI, TUDO O QUE É E TUDO QUE SERÁ

“É de sonho e de pó, o destino de um só/Feito eu perdido em pensamentos” - Toda vez que escuto a música Romaria eu me emociono. Me perco em ideias lacrimosas e justifico com versos:

“Sou caipira, Pirapora nossa” – perdi a conta de quantas vezes entrei em transe física e emocional nessa pequena cidade que é um dos meus lugares preferidos no mundo.

“Ilumina a mina escura e funda/O trem da minha vida” – me lembro da cerimônia de cremação do meu melhor amigo. Penso que é louca essa nossa breve passagem pelo planetinha. De onde viemos? Para onde vamos? No caminho seguimos todos juntos nessa romaria percorrendo estradas insanas pra chegar ao Santuário que somos nós mesmos. Um ciclo natural e infinito, com possibilidades de encontros, desencontros e reencontros.

“O meu pai foi peão, minha mãe, solidão/Meus irmãos perderam-se na vida/Em busca de aventuras” - Nem sempre estamos perto de quem amamos. Mas talvez isso seja saudável. Cada uma das pessoas que já passou por mim está registrada no meu caráter, mas algumas precisaram dar uma saidinha pra dar lugar pros que foram chegando e pros que ainda virão.

“Descasei, joguei, investi, desisti/Se há sorte eu não sei, nunca vi” – costumo brincar que não tenho sorte, mas tô muito de brinks. Vai ter sorte no amor e no trabalho aqui em casa! Porém, sou da ideia de que sem esforço não há recompensa.

“Paz nos desaventos” – Que os ventos de boas mudanças não tardem a chegar.

“Como eu não sei rezar, só queria mostrar/Meu olhar, meu olhar, meu olhar” – nunca fui convencida por nenhuma religião, mas tenho uma fé imensa. Acredito no desconhecido, na força de Gaia, na grandeza do Cosmos, nas possibilidades do cérebro humano. Acredito, principalmente, na totalidade, na conexão entre tudo.

“Senhora de Aparecida” – Como a simpática santa, toda mãe cobre sua cria com uma espécie de manto protetor. Eu tenho a honra de ter a minha Cida particular aqui na goma mesmo. Me dá um trabaaaaaaalho, mas ao mesmo tempo me dá um aconcheeeeego...

Texto baseado na reportagem do grande José Hamilton Ribeiro. Renato Teixeira, valeu por obra tão inspirada.

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