evão do caminhão

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segunda-feira, dezembro 13, 2010

NÃO HÁ CAMINHO PARA A FELICIDADE. A FELICIDADE É O CAMINHO

Era uma vez, num tempo não tão distante, um reino muuuuuito longe (duas horas de busão e metrô ), mas bastante feliz. Lá havia uma Floresta Encantada que foi confiada a uma Fada Má, que era grande, com voz de trovão. Quando ela falava, todos os seres minúsculos da floresta se calavam. Acontece que de malvada ela só tinha o nome. Seus olhos de estrela acreditavam em todos os seres viventes que passavam por ela e algumas vezes chegou a ser picada por Cobras ou enganada por Camaleões que se disfarçavam conforme o ambiente e a necessidade.


Para esses momentos de dificuldade a Fada Má contava com uma duendezinha bem pequenina, que bagunçava muito, não parava de se mexer, saltitando pra lá e pra cá provocando todos os bichos e até as árvores paradas. Apesar de ser aprontona, a Duende de cabelo prateado crescia instantaneamente para defender sua floresta e todos os animais que faziam o bem.


As duas se completavam. Quando uma estava triste a outra trazia uma palavra de conforto, se a outra se mostrava desanimada a uma colocava uma música bem animada. Quando as duas estavam chateadas, paravam debaixo de um pé de chocolate com paçoca e se esbaldavam até acalmar os espíritos.


Certo dia a Fada Má resolveu fazer uma grande festa para celebrar a evolução das sementinhas e convidou todos os animais da Floresta e até mesmo seus familiares mais distantes. Todo mundo se animou e passaram meses organizando a festança.


As coisas iam muito bem, com músicas, cores e alegria.


Até que uma misteriosa Sombra Escura se abateu sobre o reino. A Floresta inteira entristeceu, as flores murcharam, a música se calou, as roupas coloridas tornaram-se invisíveis e a luz se foi.


Tudo seria destruído rapidamente, se não houvesse dentro da Floresta, os animais mais leais do universo. Formiguinhas que apesar do pouco tamanho, ficavam gigantes cada vez que se uniam e fizeram o trabalho render dias e dias a fio. E por falar em fio, havia uma Aranha que não parecia ter apenas 8 mãos e sim 18, pois ficou até de madrugada tecendo suas teias para substituir as roupas desaparecidas.


No meio da bagunça pela reorganização a MacaCa bailarina quebrou a perna e até os parasitas da espécie Coordenarum Chatus resolveram incomodar.


Mas ainda havia um casal de Corujas que com seus grandes olhos filmavam toda a preparação da festa, mas que na hora necessária abriram suas asas para acolher e acalmar todos os animais aflitos.


A Sombra se dissipou momentaneamente e a festa começou. Quando todos os bichos dançavam e cantavam, sem nem sequer lembrar da tristeza recém passada, a Sombra se aproveitou e atacou novamente. Sorte que na natureza nada acontece ao acaso. Até o Passarinho, responsável pelo som e o Vaga-lume, responsável pela iluminação conseguiram atuar rapidamente e ajudar a salvar a festa.


Quem pintou novamente a linda festa? Foi a mão da natureza? Não! Foram muitas mãos que se uniram e quanto mais forte a Sombra soprava, mais as mãos a empurravam, expulsando-a da Floresta. O bem finalmente triunfou e a festa foi a mais bela que o reino já teve. O esforço foi reconhecido por todos os convidados, que emocionados aplaudiam e pediam ‘de novo, de novo’.


E todos viveram felizes para sempre, mas temporariamente sonolentos. Ah... e para esses seres iluminados o trabalho e a união são e SEMPRE serão as armas em punho caso a Sombra resolva voltar. Que ela saiba disso antes de tentar invadir a FLORESTA ENCANTADA novamente.


Fim.


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1 Comments:

  • At 11:45 AM, Blogger Craudio said…

    Orguio! Mas a Floresta vai ganhando fama de ser fortificada, e quem tem, tem medo.

     

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