evão do caminhão

nos momentos cruciais... estacione seus neurônios e acelere seus hormônios

sábado, outubro 15, 2011

O AMOR É UM CAMPO DE BATALHA. OU, NO SEU CASO, UMA MEDIDA CAUTELAR.

Não acordei inspirada pra escrever nesse dia dos professores, mas aí tava passando o filme "Sempre Vencedor" e lembrei de uma carta que mandei pras minhas chefias imediatas ano passado. Está escrito no penúltimo post sobre minha incapacidade em falar com as pessoas, então eu escrevo. (Minha diretora deve ter um arquivo só com meus papelitos.)

E um forte abraço pra todos os professores que estão em sala de aula nas escolas públicas. à vocês meu único reconhecimento e apreço.

Senhoras vice-diretora, coordenadora e secretária,

Já escrevi uma vez para a diretora quando senti que havia um problema a ser resolvido. Como disse a ela, prefiro não gritar, não brigar, mas também não me sinto bem ficando neutra, como se estivesse tudo fluindo satisfatoriamente. Acho sim que palavras que sugerem reflexão fazem a diferença. Então aí vai mais uma de minhas ‘cartinhas’. O que vocês farão com as palavras aqui registradas (não gosto das que se perdem com o vento!) cabe somente a vocês.

No último dia que precisei faltar para doar sangue a coordenadora ficou na minha sala e fiquei muito brava porque vocês deram um caderno novo lindíssimo para o meu aluno que menos participa das atividades. Não pelo caderno em si, muito menos pelo aluno, pois é pequeno ainda, mas fiquei bem brava, pois ampliei a situação para os últimos momentos que estamos vivendo aqui. Pessoas boas (alunos e funcionários), ideias boas, sugestões criativas nunca estão em pauta nem nos htpcs nem na sala da direção. Sempre quem traz problema recebe destaque e benefícios.

Posso até ter sido malcriada com a coordenadora na ocasião, mas acredito que o que me faz ser uma profissional competente não é meu poder de conhecimento, de alfabetizar, de garantir nota no saresp, mas sim a capacidade de cuidar rigorosamente de combinados coletivos. Não há individualidade que faça uma sociedade caminhar bem.

Vocês bem sabem como sou apaixonada por futebol e uma das razões que talvez mova esse amor seja o espírito de trabalhar em equipe e levar uma multidão junto. Não me importo quando meu São Paulo perde, desde que os jogadores joguem realmente como um TIME. Nada me deixa mais alegre do que quando eles se juntam para comemorar um gol ou chorar unidos uma derrota. Quer me ver furiosa é quando jogador foge do abraço do companheiro.

Sinto falta desse TIME aqui dentro e já faz um tempo. Diante da confusão dessa semana notei que cada um veio INDIVIDUALMENTE resolver seu problema à portas fechadas. Não houve uma pessoa sequer que propôs uma reunião para debatermos o acontecido já que eram muitos os envolvidos na falta de comunicação.

Penso que eu como TÉCNICA da equipe da minha sala só levo em consideração uma única regra: NÃO FAZER NADA QUE ENVERGONHE A MIM MESMA, NEM A MINHA FAMÍLIA, NEM O MEU TIME. Todos os dias falo pra minha mãe que ela me educou muito mal, pois nunca furei nem fila nessa vida e isso não me faz levar nada fácil... cada conquista é árdua e penosa. Porém ambas colocamos nossas cabeças no travesseiro e dormimos bem.

Pensem nas famílias de vocês. Que tipo de funcionário querem que seus filhos sejam: os que levam vantagem em tudo e a qualquer preço, ou os honestos? Que tipo de chefe vocês esperam que eles encontrem pela frente?

Lembrem-se: O IMPORTANTE NÃO É TER UM TIME CAMPEÃO, MAS TER UM TIME.
Sinto falta de quando fazíamos tudo para que alguém com dificuldade fosse ajudado sem cobrança, apenas pelo fato de fazê-lo se sentir melhor.

Com carinho e esperança,

Eva Carolina

10/09/2010



P.S. Não consigo mais viver em grandes grupos na minha vida pessoal, mas no trabalho é só isso que sei fazer direito.


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