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sábado, janeiro 19, 2013

DEPOIS DO CARNAVAL TODOS COLOCAM AS MÁSCARAS

Não há como negar: os "filhos de carnaval" ficam com um negócio especial pulando no corpo nessa época do ano. Muita gente gosta da data, mas pensa o que é "ser feito" em plena folia. O gene do ziriguidum fica impresso até no mais pacífico dos seres humanos.

Na infância, lembro da minha mãe cantando sambas bonitos, dos bailinhos em clube, do tio português ensinando dançar o 'quadradinho', de ir na avenida ver as tias desfilando na avenida, da farra na praia...

Mas, não tem jeito... sou uma branquela desajeitada e sem memória. E às vezes bem que eu invejo aquelas menininhas e menininhos criados no meio da quadra. Por mais que me esforce, serei sempre uma penetra sem samba no pé.

Nada disso impede que eu derrame lágrimas e transborde euforia toda vez que os bumbos explodem. Muitas e muitas vezes precisei 'ser contida' em plena festa. "Porque o samba é a tristeza que balança e a tristeza tem sempre uma esperança."

Nem dá pra contar todas as aventuras que vivi em dias de carnaval. Umas porque foram muito emocionantes e não cabem em palavras, outras por esquecimento alcóolico e outras por serem impublicáveis mesmo.

Esse ano vai acontecer algo novo. Vou defender a "minha escola" - Unidos de Vila Maria. O amor é novo,   porém querer-bem não se conta em tempo, mas em intensidade. Assim como no futebol, tive que ser auto-didata na escolha das cores pra vestir a camisa. E a paixão é tão parecida que muitas vezes me confundo e transformo as palavras de ordem da Vila "tem que ter PAIXÃO", por "tem que ter RAÇA". 

E já que nesse ano o carnaval vai ser cedo, estou curtindo a quadra desde a festa junina (?!) de 2012. Muitas feijoadas de sábado, tantas festas pré-carnaval das alas e especialmente as rodas no Cantinho da Vila. Mesmo assim tudo passou rápido demais e estamos à beira do desfile. Tenho faniquitos só de pensar no assunto. 

Tenho inúmeras críticas a fazer sobre o esquema carnavalesco das escolas de samba, mas o amor invadiu meu peito. Exemplos:

- a fantasia é caríssima, mas é linda;
- não gostei da mudança (inclusive do nome) da bateria, mas parece que o cara que veio da Mancha Verde pra substituir o Mestre Mi  finalmente arriscará a paradinha no dia do desfile;
- não quero girar porque é certeza que vou cair ou me enroscar na roupa de alguém, mas que vai ser lindo pra quem estiver na arquibancada assistindo, vai;
- seria bem melhor desfilar sem tempo e com a cadência reduzida da bateria como era antigamente, mas ainda será bom entrar no transe do sambódromo por alguns minutos...

Ah, essa é só uma escrita pra aliviar a ansiedade. Ainda estarei nos blocos, na Peruche... Outras palavras ainda virão, mas aí deixa pra depois...



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