evão do caminhão

nos momentos cruciais... estacione seus neurônios e acelere seus hormônios

quinta-feira, setembro 03, 2015

A SABEDORIA DOS CROCODILOS CONSISTE EM VERTER LÁGRIMAS QUANDO QUEREM DEVORAR


Eu hoje chorei.

Fazia muito tempo que não fazia isso.

Não foi um choro escandaloso. Foi daquele que derrama umas lagrimonas no cantinho do olho e enche o nariz de ranho. Fui aguando, aguando, aguando por umas duas horas. 

Chorei de cansaço. De dor. De medo. De raiva. De vontade de mandar muita gente tomar no cu. De falta de coragem pra jogar várias coisas pro espaço. 

Tenho vivido bem devagarinho, um dia de cada vez. Agradecendo cada turno de trabalho vencido, cada final de dia que consigo sobreviver às decepções e incompreensões que tenho em relação às pessoas. Tem sido matar um leão por dia. E hoje enquanto "lagrimava", me peguei pedindo pra partir.  
Meu fígado tá bem cheio e todos sabem que provavelmente deve ser excesso de álcool virando cirrose, mas também é conhecido que a tristeza está diretamente ligada com o dito órgão. "Me sube la bilirrubina cuando te miro e no me miras." 

Posso me comparar a essa víscera vital. Trabalha muito sem reclamar e sem avisar que está doente. Quando percebe pode ser tarde demais. Segura em si o amargo sabor da bile pra deixar que os outros órgãos funcionem sossegados e ainda cobre as falhas deles pra que no geral tudo fique bem. Apenas o coração percebe e dá sinais de amizade em formato de taquicardia.

>> CURIOSIDADES:

1. Desde a antiguidade se associa o fígado ao humor, da mesma forma como se atribui ao coração a paternidade das emoções. Não é sem motivo que a depressão conhecida como melancolia tem o nome que tem: vem da conjugação das palavras gregas melanós (negro) e cholé (bílis). Ou seja, a tristeza teria a ver com a secreção desse suco. 
Já para os chineses, há milhares de anos, o fígado é par constante do sentimento de raiva. Por isso a medicina chinesa tradicionalista assegura que os tratamentos para o fígado deixam a pessoa mais calma, assim como as técnicas de relaxamento fazem bem ao órgão. 
De alguma forma esses conceitos fazem parte da cultura popular no mundo inteiro. Usa-se, por exemplo, a expressão "desopilar o fígado" com o significado de promover alegria e se diz de quem tem mau gênio que "sofre do fígado". 
Não obstante, a ciência ocidental não consegue estabelecer relação entre uma obstrução nas vias biliares e um acesso de cólera.

Fonte: Revista Super Interessante número 7, ano 10

2. Quando o crocodilo está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar com força o céu da boca do réptil, o que comprime suas glândulas lacrimais. Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos.
São lágrimas naturais, mas obviamente não significam que o animal se emocione ou sinta pena de sua presa. Daí vem a expressão "lágrimas de crocodilo".

Fonte: site Terra

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sexta-feira, julho 24, 2015

A VIDA É UM LENÇOL NA CAMA: VOCÊ ARRUMA DE UM LADO E BAGUNÇA DE OUTRO

No longínquo ano de 1977 nasceu uma linda princesinha na terrível e distante terra conhecida como Gotham City. 

O rei e a rainha ficaram tão felizes com o nascimento de sua primogênita que mandaram o carpinteiro do reino construir um belo e resistente berço, feito de madeira escura e capaz de suportar os fenomenais agitos noturnos da pequena.


Assim foi feito. E também foram feitos mais dois berços semelhantes quando os outros herdeiros varões (ainda que bem esquisitos) chegaram ao castelo. 

As grades que aprisionavam a princesa, ano a ano foram passando aos seus sucessores. Porém a base ficou. Foi a cama que acompanhou a menina na infância, perdurou na adolescência e seguiu até a vida adulta.

Chegou um dia porém em que o rei partiu com a madrasta malvada para outro reino (onde viveram envenenados para sempre). Os príncipes casaram com belas prendas e construíram seus próprios castelos com lindos jardins em terrenos mais pacatos no interior do país (e viveram felizes para sempre). A rainha resolveu então compartilhar numa espécie de co-reinado o palácio com a princesinha (e viveram consertando as rachaduras para sempre). 

A menina então resolveu, depois de 37 invernos, comprar um cama QUEEN size. Afinal, agora ela era também uma espécie de rainha.

As camas dos dois irmãos foram doadas para pobres plebeus necessitados, mas a da princesinha ainda está lá, lado a lado com a gigante invasora. Desafiando-a sem medo. Esperando que a menina caia da cama em alguma espécie de pesadelo para que possa ampará-la e senti-la novamente em seus confortáveis braços. Afinal, foram quase 40 anos de cumplicidade.


P.S. agradeço o nobre cavalheiro, que chegou com suas enormes madeixas, montado num cavalo preto e branco por ter aguardado 10 anos para repousar em um leito confortável.

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sexta-feira, dezembro 26, 2014

APRENDI QUE AS MEMÓRIAS PODEM TER UMA PRESENÇA FÍSICA, QUASE VIVAS

Tem um monte de gente falando que 2014 foi péssimo, mas pra mim foi um dos melhores da vida! Aí vai a retrospectiva:


JANEIRO

 Um beijinho pra dar sorte no ano novo é tradição. Os pedidos mudam parcialmente, mas o básico tá sempre lá: que não falte saúde, amor, trabalho, vitórias do tricolor e sossego na alma.
No mais, foi escolher uma boa cor pra vestir, molhar a bunda no mar, olhar pro céu e pedir bênçãos aos astros pra que tudo corresse da melhor forma possível.
O ano letivo começou super cedo e a Copa das Copas deixou o clima agitado desde o 01/01.






 FEVEREIRO

Com o adiamento do carnaval deu tempo de bagunçar muuuuuito! Vários blocos de rua (sem chuva!) e aniversário do Lelus em ritmo de folia.
E uma garantia: família que bebe unida, permanece unida (ainda que distante).




MARÇO
Finalmente chegou o carnaval. Cometemos a loucura de sair nas duas escolas no mesmo dia. A exaustão deu lugar à euforia. Se o cansaço foi dobrado, também veio em dobro a alegria. Depois de muito ensaio, a sensação de dever cumprido: Peruche não caiu e Vila Maria voltou pro grupo especial.
Ah, deu tempo de correr até Atibaia e aproveitar o incrível carnaval que rola por lá!




ABRIL
Teve o eclipse total com direito a lua sangrenta. Só um avisinho que os caras lá em cima continuam encantando e provocando os daqui de baixo!






MAIO
Período de desespero pra completar o álbum de figurinhas da Copa e aquele clima de véspera de feriado que durou um mês. Ufa!









JUNHO

O mês dos pequeninos!

E chegou o mês que TEVE MUITA COPA! Geral calou a boca e se rendeu ao futebol. Eu aproveitei o calendário maluco e realizei um sonho: ir pra festa junina no nordeste e em junho! Salve Sergipe, um lugar mágico e meio esquecido do Brasil.

Vale relembrar: continuamos a única seleção pentacampeã, que foi lindo ver o país colorido e em festa e que foi da hora torcer com gente que jamais se junta em outros campeonatos e tomar contingentes gigantescos de cerveja por dias e dias consecutivos.

Na escola representamos a Costa Rica e assim como a seleção oficial não fizemos feio. Os maluquinhos dançaram lindamente, venceram o campeonato, além de aprendemos juntos um montão de coisas e desenvolvemos um amor enorme por essa lindeza de país.







JULHO

Despedida da Copa e da Fan Fest, um dos eventos mais maravilhosos que já participei. O mundo todinho dentro de um cercado no centrão de São Paulo! Coisa linda e emocionante!




AGOSTO

Motivos pra não gostar de ir a um casamento:
- Encontrar pessoas que não pretendia trombar
- Usar roupas que jamais usaria
- Precisar faltar em dia de trabalho


Motivos para gostar de ir a um casamento:
- Encontrar pessoas que não pretendia trombar
- Usar roupas que jamais usaria
- Precisar faltar em dia de trabalho

Critério de desempate:
- Ver um irmão MUITO feliz!!!



SETEMBRO

Mês de aniversário do Japito, de feriado e de Revelando São Paulo! Não tinha como não ser incrível!!









OUTUBRO
No mês das crianças e dos professores foi tempo de agradecer e receber reconhecimentos. Caíram no meu colo duas salas muito legais neste ano. Me mantiveram inspirada e criativa até nos momentos de desespero e cansaço extremo.





E também foi tempo de mandar uma Dilma neles!













NOVEMBRO

As aniversariantes de novembro tiveram diversão garantida com as pessoas necessárias e diversos drinks coloridos!  (um irmão e uma irmã fizeram falta!)











DEZEMBRO

Mês de celebrar o caçulinha, o tricolor e de esvaziar os armários preparando-se para os recomeços...

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segunda-feira, novembro 18, 2013

NÃO TINHA UM DIA-A-DIA. ERA UMA VIDA A VIDA



Assistindo "Tudo o que é sólido pode derreter" me deparei com um livro que ainda não conhecia (santa ignorância!). Comentei com o Japa que, prontamente, tratou de me presentear com o título. Comecei a leitura e reduzi de imediato a velocidade. Apesar de ser bem fininho, precisei de meses para degustá-lo. Muitos livros nos emocionam e identificação com personagens é a coisa mais comum do mundo. Agora, o que essa filha da puta (no bom sentido, claro) da Clarice Lispector fez foi sacanagem. Vai futucar assim a alma lá na casa da caralha. 

Bem que Clarice avisou na nota "Este livro se pediu uma liberdade maior que tive medo de dar. Ele está muito acima de mim. Humildemente tentei escrevê-lo. Eu sou mais forte que eu."

Tem muita coisa que rola aqui dentro que eu só sei sentir; de jeito nenhum consigo explicar, mas num é que a danada da Clarice tinha as palavras certinhas para traduzir? 

Nem vou falar do fato da personagem principal ser uma professorinha primária e do texto ser todo permeado de astrologia. Precisei fechar as páginas correndo muitas vezes porque não sabia se estava lendo ou olhando no espelho. Lendo ou pensando alto? Confesso que o processo foi meio bizarro. 

A leitura terminou, mas vou deixar aqui, nesta véspera de aniversário, (vários) trechos que definem Lóri/Eva:

"Supôs que ele queria ensinar-lhe a viver sem dor apenas."

"... faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua, pois ela era lunar."

"... o que não soubesse ou não pudesse dizer, escreveria."

"... sabia que havia um sentido secreto nas coisas da vida. de tal modo sabia que às vezes, embora confusa, terminava pressentindo a perfeição."

"... a mão subiu-lhe à garganta tentando estancar uma angústia parecida com a que sentia quando se perguntava: 'quem sou eu? Quem são essas pessoas?'"

"Mas seu descompasso com o mundo chegava a ser cômico de tão grande: não conseguia acertar o passo com as coisas ao seu redor."

"Se cansava muito, porque ela não parava de ser."

"Reconhecia com gratidão a superioridade geral dos homens que tinham cheiro de homens e não de perfume." 

"Lamentar não ter casado e não ter filhos?"

"Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade..., pois tudo o que é a morte parada, é a Eternidade de trilhões de anos das estrelas e da Terra... É nessa hora que o bem e o mal não existem, é o perdão súbito..."

"... antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas."

"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Inclusive é o próprio apesar de que nos empurra pra frente."

"A consciência de sua permanente queda humana a levava ao amor do Nada."

"Existe um ser que mora dentro de mim como se fosse a casa dele, e é. Trata-se de um cavalo preto e lustroso que apesar de inteiramente selvagem,..., tem por isso mesmo uma doçura primeira de quem não tem medo. Quando eu morrer, o cavalo preto ficará sem casa e vai sofrer muito. A menos que ele escolha outra casa e que esta outra casa não tenha medo daquilo que é ao mesmo tempo selvagem e suave. Aviso que ele não tem nome: basta chamá-lo e se acerta com seu nome. Aviso que também não se deve temer o seu relinchar: a gente se engana e pensa que é a gente mesma que está relinchando de prazer ou de cólera..."

"Mas há um momento em que do corpo descansado se ergue o espírito atento, e da Terra e da Lua. Então ele, o silêncio aparece. E o coração bate ao reconhecê-lo: pois ele é o de dentro da gente."

"Viver na orla da morte e das estrelas é vibração mais tensa do que as veias podem suportar."

"Ela era inalcançável. Não só inalcançável por ele mas por ela própria e pelo mundo. Ela vivia um estreitamento no peito: a vida."

"'Não entender' era tão vasto que ultrapassava qualquer entender - entender era sempre limitado. Mas não entender não tinha fronteiras e levava ao infinito."

"Queria entender o bastante para pelo menos ter mais consciência daquilo que ela não entendia."

"No entanto às vezes adivinhava. Eram manchas cósmicas que substituíam o entender."

'Temos construídos catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos tememos que sejam armadilhas."

"E depois, estancada a dor como se não tivesse sequer havido, exausta, após ter nadado quilômetros no universo vazio, ficara ofegante, jogava-se nas areias brilhantes de um planeta, imóvel, de bruços."

" - E das amigas, você não sente falta?
  - Amiga só tive enquanto estudava. Agora prefiro ficar sozinha."

"Mas existe um grande, o maior obstáculo para eu ir adiante: eu mesma. Tenho sido a maior dificuldade no meu caminho. É com enorme esforço que consigo me sobrepor a mim mesma. "

"Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece."

"Não há modo mais perfeito, embora inquieto, de usar o tempo: o de te esperar."

"Ela sabia que não devia pedir o impossível: a resposta não se pede. A grande resposta não nos era dada."

"Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre."

"Já estava com saudade do que fora."

"- Por que você olha tão demoradamente cada pessoa?
 - É que eu gosto de ver as pessoas sendo."

"Um dia será o mundo com sua impersonalidade soberba versus a minha extrema individualidade de pessoa mas seremos um só."

"Ansiava por novo êxtases. Suportaria tudo. Contanto que lhe dessem tudo. Não. Ninguém lhe daria. Tinha que ser ela própria a procurar ter. Era ela mesma que tinha que ser sua própria guardiã."

"O ciúme acordou-a em sobressalto. Também isto ela iria sofrer? Sim, também o ciúme, também a cólera, também tudo."

"Então iria experimentar o mundo sozinha para ver como era. Mas dessa vez não na piscina, mas no mar, em hora em que ninguém aparecia."

"...como no amor em que a oposição pode ser um pedido secreto."

"Chegara ao ponto de acreditar num Deus tão vasto que ele era o mundo com suas galáxias. Era um Deus para o qual não se podia implorar: podia-se era agregar-se a ele e ser grande também."

"Você não precisa ter companhia para ir, você mesma é bastante."

"Preferiria morrer de amor do que sentir-se indiferente."

"E a noite incomensurável dos sonhos começou, vasta, em levitação."

"Seus olhos se encheram de lágrimas que não caíam, só faziam com que parecessem duas poças plenas."

"Teus olhos são confusos mas tua boca tem a paixão que existe em você e de que você tem medo. Teu rosto tem um mistério de esfinge: decifra-me ou te devoro."

"O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar - já Sherlock Holmes sabia disso."

"Ela não sabia beber: bebia muito depressa como se fosse um refresco."

"É preciso não esquecer e respeitar a violência que temos. As pequenas violências nos salvam das grandes. É preciso acreditar no sangue como parte importante da vida. A truculência é amor também."

"Esse ano estava com um turma excepcional para ensinar, que lhe pedia resposta a tudo, e que o obrigava com duro prazer a pensar mais e a estudar mais."

"Lóri suportava a luta porque Ulisses, na luta com ela, não era seu adversário: lutava por ela."

"Sabia que ela própria é quem cortara vínculos a vida inteira, e talvez alguma coisa nela sugerisse aos outros a palavra 'adeus'."

"Vivia de coincidências. Vivia de linhas que se incidiam e se cruzavam."

"Uma lua cheia estava sinistra no céu. Então ela se banhou toda nos raios lunares e se sentiu profundamente límpida e tranquila."

"Uma das experiências humanas e animais mais importantes: a de pedir mudamente socorro e mudamente este socorro ser dado."

"Que é que eu faço? Não estou aguentando viver. A vida é tão curta e eu não estou aguentando viver."

"Ter uma vida só era tão pouco!"

"Como se fosse a maçã proibida do paraíso, mas que ela agora já conhecesse o bem, e não só o mal como antes. Ao contrário de Eva, ao morder a maçã entrava no paraíso."

"Era como se o pacto com o Deus fosse este: ver e esquecer, para não ser fulminada pelo intolerável saber."

"Só tinha um medo: a de que Ulisses a decepcionasse."

"- Como é que você se dava com sexo?
 - Era a única coisa, disse ela, em que eu dava certo."

"Não tinha o dom da palavra e não podia explicar o que sentia ou o que pensava, além de que pensava quase sem palavras."

"Lutara toda a sua vida contra a tendência ao devaneio, nunca deixando que ele a levasse até as últimas águas."

"Saiba também calar-se para não se perder em palavras."

"Amor será dar de presente um ao outro a própria solidão? Pois é a coisa última que se pode dar de si."




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segunda-feira, outubro 28, 2013

NÃO PÔDE ACREDITAR QUE TANTO DE BOM LHE FOSSE DADO. ERA O ACORDO DA TERRA COM AQUILO QUE ELA NUNCA SOUBERA QUE PRECISAVA COM TANTA FOME DE ALMA.

Cada vez mais eu tenho uma certeza: uma vida só é pouco!

Na correria do dia-a-dia nem dá tempo pra perceber. A prioridade é sempre o que você deixou de fazer ontem e geralmente assuntos de trabalho ficam no topo da lista.

Agora, quando chega uma folga, eu honestamente fico sem saber o que fazer:

* Se eu leio, não dá tempo de ver seriado e nem de limpar a casa;
* Se eu vejo seriado, não dá tempo de jogar e nem de limpar a casa;
* Se eu jogo, não dá tempo de passear e nem de limpar a casa;
* Se eu passeio, não dá tempo de aproveitar namorado/amigos/família e nem de limpar a casa;
* Se encontro namorado/amigos/família, não dá tempo de descansar e nem de limpar a casa...

... e assim por diante num ciclo infinito.

Bom, além da agonia por sempre ficar com a sensação de não fazer tudo o que desejo acho que ficou bem claro que limpar a casa não é minha prioridade. Tirando as atividades básicas diárias necessárias para manter as mínimas condições de higiene, só quando chegam as férias ou folgas de 2ª feira é que aproveito pra dar aquela organizada boa nos armários e gavetas.

Hoje foi o dia de arrumar as caixas de memórias. Tinha uma comunidade nos idos tempos de orkut que chamava "eu guardo pessoas em caixinhas". Minha vida é mais ou menos assim. Separados por ano, tenho guardados em caixas, objetos que me ajudam recuperar a lembrança. Verdadeiros pedaços de saudade. 

Reli muitas cartas de amor. E se afirmo que tenho falta de tempo, também garanto que vivi 35 anos (quase 36) apaixonada. Quanta gente boa me declarou carinho e amor, ainda que de forma passageira. 

Se a vida me permitir continuar desse jeito eu troco 'na hora' a falta de tempo pelo excesso de paixão!



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quarta-feira, setembro 11, 2013

TODOS JUNTOS SOMOS FORTES, SOMOS FLECHA E SOMOS ARCO

Sempre reclamei da minha falta de sorte, então me acostumei a criar estratégias para driblar a zica. 

Loteria, por exemplo, além de nunca acertar porra nenhuma, não tenho disciplina e esforço para jogar e conferir como se deve.

Decidi então entrar no bolão da minha escola. As meninas são super organizadas e eficientes. Só que até agora nunca acertava NENHUM número. Tava até com vergonha por nunca participar efetivamente da brincadeira. 

Um fato que percebi foi que o número 19 nunca saía. Ontem de manhã pensei: "quando sair o 19 a gente ganha".

Bingo!

Acertamos 3 concursos seguidos: Lotofácil da Independência e duas quadras da Mega-sena. Não deu quase nada pra cada um, afinal são mais de 20 pessoas jogando, mas a sensação de pegar a verbinha ali na mão é indescritível. Dá uma esperança que tudo é possível...

Aí pra piorar, eu que já nem gosto das coincidências de números (contém ironia,) me deparo com a seguinte situação:

Único número que acertei - 19
Total em dinheiro para cada pessoa - 11,77

Pela união dos seus poderes eu sou... 19/11/77 -- > A DATA DO MEU ANIVERSÁRIO!!! 
Arrepiei!




O dinheiro recebido já virou nova aposta, afinal o bagulho vicia.

Só o Haddad que não pode saber dessa metralhadora giratória de acertos que fizemos, senão ele vai querer reduzir ainda mais nosso salário...

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quarta-feira, junho 19, 2013

DEBAIXO D'ÁGUA PROTEGIDO SALVO FORA DE PERIGO ALIVIADO SEM PERDÃO SEM PECADO SEM MEDO SEM VONTADE DE VOLTAR

Desde que acharam uns bagulhos estranhos no meu corpo (não, não tô falando do espírito e nem da mente estranhos), comecei a pensar na morte como algo concreto; uma possibilidade nem tão remota e não tão distante de acontecer. 

Quando peguei os exames chorei 4 horas ininterruptas e depois voltei ao lado prático (e dramático) do lance. Morrer sim, pero sin perder lo dramallon mexicano jamás (hablo mucho portuñol).

Lembrei então de como foi bizarro e confortante ao mesmo tempo achar tantos textos no estilo despedida no computador do Janjão. Acho que eu assim interpretei porque não tive a oportunidade de dizer adeus. 

Já decidi que vou enfrentar até as últimas forças o que quer que venha pela frente, mas em todo caso, meu lance escoteiro sempre alerta quis adiantar o expediente. 

Deixo aqui o meu "epílogo" como uma singela homenagem ao Janjones e que possa servir como roteiro funerário prático aos que ficarem. 

1. No velório não quero flores. Gostaria que passassem meu perfume azul e me cobrissem com um cobertorzinho. Ah, e que me vestissem com a camisa tricolor (a furada no sovaco, obviamente).

2. Quero que me cremem e me joguem no mar. Pode ser qualquer praia do Atlântico. Mais do que nunca "da água eu vim, na água vivi e pra água quero voltar".

3. Na descida do caixão queria ouvir "Goodbye" do Air Supply e no mar pode ser "Tears of the dragon" do Bruce Dickinson.

Se no futuro alguém encontrar meus inúmeros cadernos de frases e citações vai saber que eu parti, mas vivi intensamente e morri sem saber colocar em palavras a imensidão que carreguei na alma e por isso usei tanto as frases dos outros. Na grandeza do mar, do céu ou do inferno acho que terei mais espaço. Espero!


P.S. O dia 19 de junho nunca mais foi o mesmo depois da partida ele.  

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segunda-feira, março 04, 2013

NÃO CULPE O JOGADOR, CULPE O JOGO

O aniversário da dentuça foi ontem, mas tô pra registrar essas falas da TM Jovem faz tempo. Então aproveitemos... 

"Você é uma dinossaura temperamental, formada na faculdade de agressividade, com doutorado em truculência."


"Mônica:
- Nós temos uma história juntos. É muita história para carregar nas costas. Todo mundo espera que a gente fique junto. É tanto peso que chega a sufocar. Acho que seria mais fácil estar num relacionamento sem tantas expectativas, sem tanto amor. Assim vou sofrer tanto quando acabar...

Cebola:
- Não tem que acabar, Mônica..."

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sexta-feira, janeiro 27, 2012

A MÚSICA É O BARULHO QUE PENSA


Um mês em música:

"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim"


"E é tão bonita a onda que vem
Como a outra que vem ao fundo
A espuma branca que cada tem
É a vida de todo mundo"


"E se envergonha de sua própria namorada
Achando que os amigos vão fazer piada
Queria uma mulher daquelas de revista"


"Once there was this girl who
Wouldn't go and change with the girls in the gym room
But when they finally made her
They saw birthmarks all over her body
She couldn't quite explain it
The´d always just been there"


"I can see clearly now
The rain is gone"


"Sou eu que te levo pelos parques a correr
Te ajudo a crescer e em duas rodas deslizar
Em cima de mim o mundo fica à sua mercê
Você roda em mim e o mundo embaixo de você
Corpo ao vento, pensamento solto pelo ar
Pra isso acontecer basta você me pedalar"


"Sweet dreams are made of these
Who am I to desagree?
I traveled the world and the seven seas
Everybody's looking for something
Some of them want to use you
Some of them want to get use by you
Some of them want to abuse you
Some of them want to be abused"


"O vaqueiro da fazenda
É quem se monta primeiro
No seu cavalo castanho
Bonito e muito ligeiro
E vai ao campo pensando
Na filha do fazendeiro"

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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

DESVIAR DO PLANO PODE TER SIDO ARRISCADO. MAS, ÀS VEZES, TEMOS QUE CORRER O RISCO

Podem chamar de destino, deus, carma... a palavra não importa, mas tem certas pessoas que precisam se conectar para fazer a diferença.

Muitas vezes só nos damos conta das voltas que o mundo dá alguns anos depois. E isso faz a história ficar ainda mais incrível.

Digo isso porque estou simplesmente ENCANTADA com minha escola nova e com as possibilidades de felicidade que estão se mostrando no caminho.

A diretora começou o ano letivo com a história (<--- mais ou menos assim):

Um mercador mandou o filho ao mais sábio dos homens para aprender o segredo da felicidade.
O sábio encheu uma colher de azeite e mandou o rapaz caminhar pelo castelo. O rapaz, preocupadíssimo, conseguiu realizar plenamente sua tarefa.
O sábio então perguntou se ele tinha visto os quadros, os jardins, os tapetes... e o rapaz respondeu que não.
O óleo foi reposto na colher e o rapaz recomeçou a caminhada, dessa vez, boquiaberto com as maravilhas. Ao voltar, comentou as paisagens, mas não havia mais nada na colher.
Moral: o segredo da felicidade está em olhar e viver todas as maravilhas do mundo, sem nunca se esquecer das gotas de óleo da colher.

E assim tem se mostrado a rotina do meu novo emprego: grupo compromissado e chefe objetiva, equilibrando o trabalho pesadíssimo quando necessário e descanso merecido quando tudo está em ordem.

Só que não é só isso.

Do lado de lá do muro, na escola vizinha quem coordena o trabalho é minha grande amiga Fernandina, uma das pessoas mais competentes que conheci na área da educação. E hoje (no aniversário da 3ª Maria) o cósmus promoveu esse incrível reencontro que desenhou um futuro revolucionário e sem barreiras!

Que tudo continue caminhando de forma que possamos carregar muitas colheres de óleo, mas sem (jamais) perder a capacidade de aproveitar a paisagem.

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